O tempo
passa e logo você percebe que a pessoa que você ama e que sempre sonhou, não é
o escolhido. Vocês já não se divertem mais juntos, brigam o tempo todo. A cada
discussão, a cada choro, você se fecha, por medo de que cada “bandeira branca”
possa ser uma ilusão, e medo de o sofrimento vir em dobro. A fase da “endorfina” de inicio de
relacionamento acabou, e nada mais faz sentido, vocês se tornam praticamente
estranhos para o outro. E então você percebe que tem que deixá-lo ir. E
sinceramente, não é uma das melhores sensações do mundo.
Novas
pessoas, novas oportunidades de felicidade cruzam seu caminho, mas você está
muito “machucada” para perceber. Tem medo de acabar se apegando a outra pessoa,
e sofrer novamente, “ninguém é de ninguém, as pessoas não se pertencem” é sua
defesa. E isso é verdade, não somos propriedade do outro. A verdadeira questão
é que quanto mais você tenta escapar desta “prisão” e fugir de novos
relacionamentos, acaba sendo trancafiado
em “jaulas” feitas por você mesmo.
Algumas meninas chamam isso de “amor próprio”.
Eu penso que
amor próprio não é você se isolar do mundo, e principalmente, de todos os
garotos do mundo, por causa de um primeiro amor frustrado.
O amor próprio começa a partir do momento em que você se
liberta de todos os fantasmas, aceita outra pessoa em sua vida, mas reconhece
que sua prioridade é você, que seu amor, é você. Amor próprio não é ser completamente fria e
indiferente a um término, é você se permitir sofrer, mas ter certeza de que o
sofrimento irá passar, e pode ter certeza que vai, assim “como tudo na vida passa, e tudo com o tempo
se pacifica”. É você se sentir bem ao lado de quem você gosta, mas também se
sentir bem consigo mesma. É usar a “solidão” ao seu favor, aproveitando seu
tempo para fazer coisas que te acrescentem algo, ou até mesmo que não
acrescentem nada, mas algo que você simplesmente ama fazer. É não ter medo de
dizer que vocês tiveram momentos maravilhosos e inesquecíveis, mas que você seguiu
em frente.
É saber reconhecer que as desilusões, vem unica e exclusivamente para nos tirar da famosa "zona de conforto", do nosso "mundinho cor de rosa", e nos mostrar a dura realidade. E por fim, amor próprio é principal fator para nossa metamorfose de meninas para enfim, mulheres.

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